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    AS FESTAS EM LOUVOR DOS SANTOS  Início
 



Santo António

As origens desta festa perdem-se no tempo e não há documentos que nos habilitem ao conhecimento do que foram os seus princípios, sabemos que se realizou durante séculos no próprio dia 13 de Junho, dia do Santo (e dia santo no Soito) e que na década de 70 do século passado foi transferida para Agosto devido à presença nesse mês de um maior número de pessoas, principalmente emigrantes que vinham de férias e a tornariam mais concorrida, porém, o Santo não terá gostado porque coincidência ou não, nesses dias havia quase sempre graves acidentes os quais redundaram em alguns mortos, assim a festa voltou de novo a Junho muito embora não seja sempre no seu dia, mas sim no Domingo seguinte quando este não recai num fim-de-semana.
Também costuma ter direito a banda de música, procissão, Missa de véspera e Missa e procissão no Domingo.

Espírito Santo e Santo Amaro


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A festa em louvor do Espírito Santo foi em tempos uma das mais participadas e importantes festas do povo, era e é a festa dos solteiros pois são eles os mordomos nomeados para a levar a cabo, hoje a festa continua a realizar-se embora já sem a fé e o peso espiritual de outros tempos.
A capela do Espírito Santo é uma das mais antigas da Vila.
Santo Amaro é um bairro orgulhoso do seu nome e das suas raízes e foi construído ao redor da capela do Santo, Santo que em meados do século XVIII era tido como milagroso pois segundo dados do Padre Hipólito: à capela de S. Amaro no dia 15 de Janeiro acode muita gente em romaria e se acharam na mesma capela mais de duzentas mullatas de pão que ali tem deixado as pessoas tolhidas e ali todas que são milagres que o Santo tem feito por ser imagem muito milagrosa.
Embora não tenha hoje a importância desses tempos, esta festa continua todos os anos a ser recordada de modo mais simples, mas com a fé inabalável dos habitantes do bairro que ciosos do que é seu se esforçam por manter costumes e tradições.

Santa Isabel
A festa em honra de Santa Isabel era realizada invariavelmente no primeiro Domingo de Julho, era a padroeira da Santa Casa da Misericórdia do Soito e era na tarde desse dia que após a festa se elegiam os Mesários para o ano seguinte conforme os estatutos: “dia de nosa Señora da Visytaçam pera se elegerem os oficiaes que ajam de servir e governar aquelle anno as obras de misericórdia na maneira que será dito”
A sua origem deve ter sido simultânea à fundação da Misericórdia que podemos situar no século XVI ou XVII e deixou de ser celebrada por volta de 1922 sem que descortinemos motivações para tão abrupto final.
A documentação referente a estas festas só está disponível a partir de 1848, ano em que custaram 13.800 reis, em 1855 custaram 41.450 reis embora estejam incluídos “2 vestidos, um de chita outro de seda, dois mantos, feitio e utensílios para a sua confecção”
As festas eram abrilhantadas por banda de música, tambores e não faltava o fogo de artificio, em 1860 forma gastos 2.600 reis em foguetes.

 

 

 
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