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    RECURSOS NATURAIS E INDÚSTRIA
   

Apesar de a sementeira de cereal não atingir hoje o volume dos anos 50 do século passado quando o Soito era o maior produtor distrital de trigo e centeio, ainda tem um significativo peso no sector, pois há produtores que isoladamente lançam à terra anualmente mais de mil alqueires de semente e que no total as suas terras acolherão mais de quatro mil alqueires que farão germinar e produzir.
Para além da mais valia que é a agricultura (trigo, centeio, batata, castanha etc.) e a pecuária, (gado bovino, ovino e cunicultura) conta ainda com um significativo sector industrial, desde fábricas de confecções, indústrias de transformação de madeiras, ferro e alumínio, granitos e mármores, padarias, pastelaria, oficinas auto, dois postos de abastecimento de combustível e a construção civil, numa boa parte devida ao investimento dos Soitenses emigrantes.
A vertente comercial também não pode ser ignorada; 4 armazéns de materiais de construção, 2 de produtos alimentares e congelados, 14 estabelecimentos comerciais, 13 bares ou cafés e 4 restaurantes.


A desertificação da região por demais acentuada em muitas aldeias da raia, também vem tocando ao Soito devido ao encerramento de alguma indústrias que empregavam largas dezenas de trabalhadores; uma de confecções, encerrada em 2003 e a Cristalina, fabrica de sumos e refrigerantes fundada em 1946 que teve o seu pico na segunda metade dos anos 80: em 1976 produziu 4.984.400 litros de sumos e refrigerantes de sumos, utilizou 404.000 kg de açúcar, consumiu 365.000 kW de energia eléctrica, 143.000 litros de gasóleo, 154.000 kg de fuel e empregava 75 trabalhadores o que representava uma fatia superior a 30% do total dos empregos fixos da povoação.


 
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